{"id":72,"date":"2020-11-25T15:37:38","date_gmt":"2020-11-25T18:37:38","guid":{"rendered":"http:\/\/muitoalemdozap1.hospedagemdesites.ws\/?page_id=72"},"modified":"2021-04-01T17:51:23","modified_gmt":"2021-04-01T20:51:23","slug":"modulo-4","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/?page_id=72","title":{"rendered":"M\u00f3dulo 4"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1607706287943{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221; el_id=&#8221;c1&#8243;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;40px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][vc_tta_accordion active_section=&#8221;0&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 13 &#8211; A velha e boa reportagem&#8221; tab_id=&#8221;1606157880528-43be14ca-14d8&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Rodrigo Ratier<\/em><\/p>\n<p>Resumo em 5 pontos<\/p>\n<p>1- \u201cVelha\u201d porque presente desde o in\u00edcio da profiss\u00e3o, e \u201cboa\u201d porque segue indispens\u00e1vel, a reportagem \u00e9 base do jornalismo de qualidade.<\/p>\n<p>2- Quando nomeia procedimentos de apura\u00e7\u00e3o, a reportagem se refere \u00e0 coleta de informa\u00e7\u00f5es. Que pode se dar por tr\u00eas caminhos: pesquisa, testemunho do ou da rep\u00f3rter &#8212; e claro, entrevistas.<\/p>\n<p>3- Quando designa um tipo de texto, se refere \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da not\u00edcia. Ou seja, a busca por contextualizar fatos e temas, olhando para o passado em busca das causas e para o futuro em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>4- Duas caracter\u00edsticas n\u00e3o podem faltar: a precis\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e a pluralidade (a escuta de diferentes pontos de vista). Assim se constr\u00f3i um retrato completo da realidade.<\/p>\n<p>5- A an\u00e1lise dos porqu\u00eas de um determinado fato \u00e9 desej\u00e1vel. Ela n\u00e3o se confunde com a opini\u00e3o &#8212; dizer se o que ocorreu \u00e9 positivo ou negativo. O compromisso da reportagem \u00e9 sempre com a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/H5L9Ua4yvRs?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>H\u00e1 dois significados para a palavra reportagem. Ela pode pode dizer respeito tanto a um procedimento de apura\u00e7\u00e3o quanto a um tipo de texto.<\/p>\n<p>Aqui, vamos falar dos dois sentidos dessa &#8220;velha e boa&#8221; pr\u00e1tica, sem a qual n\u00e3o h\u00e1 jornalismo.<\/p>\n<p>Como procedimento de apura\u00e7\u00e3o, a reportagem consiste, como diz o dicion\u00e1rio <em>Houaiss<\/em>, em &#8220;adquirir informa\u00e7\u00f5es sobre determinado assunto ou acontecimento para transform\u00e1-las em notici\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 tr\u00eas formas de fazer isso<\/strong>:<\/p>\n<p>1- pesquisa: \u00e9 o come\u00e7o de tudo. Serve para preparar a pauta de entrevistas, obter uma primeira vis\u00e3o sobre o assunto que ser\u00e1 tratado, confirmar impress\u00f5es discutidas com a equipe. Na pesquisa, \u00e9 essencial verificar o que j\u00e1 foi publicado sobre o assunto que voc\u00ea vai abordar (isso ajuda a definir a novidade que voc\u00ea vai trazer) e entender as no\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do tema (isso vai ajudar na hora de fazer entrevistas)<\/p>\n<p>2- testemunho: \u00e9 a presen\u00e7a do rep\u00f3rter no local do fato narrado. Um profissional atento, que observa e escuta com aten\u00e7\u00e3o, consegue produzir relatos envolventes, capazes de transmitir\u00a0 emo\u00e7\u00e3o, gravidade, humor, curiosidade etc.<\/p>\n<p>3- entrevistas: s\u00e3o a &#8220;alma&#8221; da reportagem. \u00c9 ouvindo pessoas, tanto participantes da a\u00e7\u00e3o quanto especialistas, que o rep\u00f3rter vai conseguir construir uma vis\u00e3o ampla e o mais pr\u00f3xima poss\u00edvel do real. Como vimos no cap\u00edtulo 2, \u00e9 para isso que serve o jornalismo.<\/p>\n<p>D\u00e1 para dizer muita coisa sobre a reportagem como t\u00e9cnica de apura\u00e7\u00e3o. Mas se tiv\u00e9ssemos de eleger os aspectos mais importantes, quais seriam?<\/p>\n<p>Muita gente que estuda o cen\u00e1rio atual do jornalismo destaca que as principais qualidades das reportagens atuais devem ser a precis\u00e3o e a pluralidade.<\/p>\n<p>Precis\u00e3o para conseguir a informa\u00e7\u00e3o exata &#8212; quantidades corretas, declara\u00e7\u00f5es fi\u00e9is ao que dizem as fontes, exposi\u00e7\u00e3o completa de pontos de vista. O jornalismo \u00e9 o lugar das cifras exatas e n\u00e3o o terreno do &#8220;mais ou menos&#8221;.<\/p>\n<p>Pluralidade para poder contemplar o maior n\u00famero de pontos de vista sobre um determinado fato ou tema. Para fazer um jogo de palavras revelador, um ponto de vista \u00e9 a vista de um ponto: cada pessoa entrevistada pode enxergar a mesma quest\u00e3o de uma perspectiva distinta. Ouvir diferentes lados (e n\u00e3o apenas o &#8220;outro lado&#8221;, pois muitas vezes h\u00e1 mais de dois) \u00e9 uma provid\u00eancia \u00e9tica b\u00e1sica do jornalismo de qualidade. Hoje, em meio a tanto conte\u00fado enviesado, ganha status de indispens\u00e1vel.<\/p>\n<p>Agora vamos ao outro sentido da palavra reportagem: ela tamb\u00e9m pode ser um g\u00eanero, ou seja, um tipo de texto jornal\u00edstico.<\/p>\n<p>O texto-base da profiss\u00e3o \u00e9 a not\u00edcia. Voc\u00ea provavelmente sabe reconhec\u00ea-la: a not\u00edcia \u00e9 o relato impessoal e objetivo, em geral curto, que procura responder a seis quest\u00f5es fundamentais para o leitor: o que aconteceu? quem participou? Onde ocorreu o fato? Quando ocorreu? Como ocorreu? Por qu\u00ea ocorreu?<\/p>\n<p>Como todos os outros tipos de texto jornal\u00edstico, a reportagem tamb\u00e9m se ocupa de dar respostas a essas quest\u00f5es. Mas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 not\u00edcia, ela representa uma amplia\u00e7\u00e3o. Essa amplia\u00e7\u00e3o pode se dar em duas dire\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>1- amplia\u00e7\u00e3o de conte\u00fado: a reportagem tem a ambi\u00e7\u00e3o de contextualizar melhor os fatos noticiados e de propor progn\u00f3sticos &#8212; que s\u00e3o previs\u00f5es baseadas nas evid\u00eancias dispon\u00edveis e n\u00e3o &#8220;chutes&#8221; sobre os desdobramentos. Enquanto uma not\u00edcia pode registrar a alta de pre\u00e7o de um g\u00eanero aliment\u00edcio, a reportagem pode examinar as causas da eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e projetar consequ\u00eancias, ouvindo especialistas e pessoas afetadas pela infla\u00e7\u00e3o Em resumo, a reportagem olha para o passado e para o futuro.<\/p>\n<p>2- Amplia\u00e7\u00e3o de forma: a reportagem pode ter linguagem mais quente e humana, com mais espa\u00e7os para hist\u00f3rias de pessoas reais e o uso de alguns recursos da fic\u00e7\u00e3o (sobretudo narra\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e di\u00e1logos) a servi\u00e7o da n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o custa lembrar que o compromisso com a realidade \u00e9 a alian\u00e7a basilar do jornalismo.<\/p>\n<p>Para concretizar essa amplia\u00e7\u00e3o, a reportagem como procedimento de apura\u00e7\u00e3o e como tipo de texto jornal\u00edstico se encontram. As entrevistas em profundidade, atentas e emp\u00e1ticas, s\u00e3o a base para a constru\u00e7\u00e3o de relatos que consigam transmitir os impactos dos fatos que est\u00e3o sendo narrados.<\/p>\n<p>Claro que isso n\u00e3o se confunde com a romantiza\u00e7\u00e3o do texto. \u00c9 um equ\u00edvoco recorrer \u00e0 opini\u00e3o, adjetiva\u00e7\u00e3o, li\u00e7\u00e3o de moral ou balan\u00e7o de vida feito pelo autor e achar que assim se transforma uma not\u00edcia em reportagem. Uma reportagem nasce de uma apura\u00e7\u00e3o bem feita. \u00c9 a quantidade e a qualidade da informa\u00e7\u00e3o coletada que vai amparar a constru\u00e7\u00e3o de textos mais complexos, precisos e plurais, diferenciando-se da massa de conte\u00fado de baixa qualidade hoje dispon\u00edvel ao alcance de um clique.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Aten\u00e7\u00e3o ao <em>off the record<\/em>. A express\u00e3o diz respeito \u00e0s fontes que n\u00e3o querem se identificar para dar uma informa\u00e7\u00e3o. Elas fazem isso porque t\u00eam interesse na divulga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, mas n\u00e3o querem se comprometer com suas consequ\u00eancias. Atualmente, reportagens com fontes em off tem sido chamadas pelos cr\u00edticos de fake news.<\/li>\n<li>O caminho \u00e9 buscar o di\u00e1logo para que os entrevistados topem aparecer de cara limpa, com nome e sobrenome. Quando isso n\u00e3o for poss\u00edvel, opte pelo chamado \u201coff cruzado\u201d: a confirma\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o an\u00f4nima por pelo menos tr\u00eas pessoas diferentes. E indique na reportagem: \u201couvimos tr\u00eas [ou mais] fontes que confirmaram a vers\u00e3o\u201d.<\/li>\n<li>Em alguns casos, a n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o dos entrevistados \u00e9 uma exig\u00eancia legal. Em caso de crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade ou v\u00edtimas de viol\u00eancia, o Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescentem (ECA) exige o anonimato como forma de prote\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>A tal \u201cempatia\u201d com os entrevistados \u00e9 algo dif\u00edcil de conseguir, mas essencial para a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es completas e relatos humanizados. A melhor forma de consegui-la \u00e9 por meio da escuta atenta do que dizem as fontes.<\/li>\n<li>Preste aten\u00e7\u00e3o \u00e0s hist\u00f3rias, d\u00ea espa\u00e7o para as respostas, mesmo que fujam momentaneamente do tema. Assim voc\u00ea deixa o entrevistado \u00e0 vontade e cria um espa\u00e7o de confian\u00e7a para que ele conte o que sabe e sente.<\/li>\n<li>\u201cEmpatia\u201d, comumente definida como \u201ccolocar-se no lugar do outro\u201d, n\u00e3o se confunde com concordar com o que o entrevistado diz. \u00c9 poss\u00edvel compreender o que levou uma pessoa a cometer um crime, por exemplo, sem subestimar a gravidade do ato.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p>Considerado o maior documentarista da hist\u00f3ria do cinema brasileiro, o cineasta Eduardo Coutinho (1933-2014) \u00e9 um mestre da entrevista humanizada. Seus filmes s\u00e3o baseados em depoimentos sobretudo de pessoas an\u00f4nimas, de quem ele consegue extrair confiss\u00f5es e entrevistas cheias de emo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li>Assistir a seus filmes \u00e9 inspirador. Em 2019, o Ita\u00fa Cultural organizou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cOcupa\u00e7\u00e3o Eduardo Coutinho\u201d, uma revis\u00e3o de sua trajet\u00f3ria. O <a href=\"https:\/\/www.itaucultural.org.br\/ocupacao\/eduardo-coutinho\/as-prisoes\/\">site da ocupa\u00e7\u00e3o<\/a> traz trechos curtos de suas obras mais importantes: <em>Santo Forte<\/em> (1999), <em>Babil\u00f4nia 2000<\/em> (2001), <em>Edif\u00edcio Master<\/em> (2002), <em>Pe\u00f5es <\/em>(2004), <em>O Fim e o Princ\u00edpio<\/em> (2005), <em>Jogo de Cena<\/em> (2007), <em>Moscou <\/em>(2009), <em>As Can\u00e7\u00f5es<\/em> (2011) e o filme p\u00f3stumo <em>\u00daltimas Conversas<\/em> (2015).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Entrevistas com crian\u00e7as e adolescentes merecem aten\u00e7\u00e3o. O <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8069.htm\">Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA)<\/a> estabelece normas que devem ser obedecidas quanto ao anonimato de crian\u00e7as e adolescentes em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. Para orientar a a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, a Associa\u00e7\u00e3o dos Jornalistas de Educa\u00e7\u00e3o (Jeduca) produziu o guia <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8069.htm\">\u201cEntrevistando Crian\u00e7as\u201d<\/a>.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 14 &#8211; Regula\u00e7\u00e3o faz sentido?&#8221; tab_id=&#8221;1606157880610-6470f049-1167&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Ivan Paganotti<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Pr\u00e1ticas sociais e tecnologias inovadoras abrem espa\u00e7o para novas oportunidades, mas tamb\u00e9m envolvem riscos inesperados, demandando que as regras sejam atualizadas ou ampliadas.<\/p>\n<p>2- Os meios de comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o limitados por diversas regras para preservar direitos e deveres: algumas s\u00e3o leis nacionais, aprovadas por representantes pol\u00edticos; outras funcionam como regras definidas pelos pr\u00f3prios meios para seu funcionamento.<\/p>\n<p>3- A regula\u00e7\u00e3o precisa ponderar direitos e deveres do p\u00fablico e dos meios. Ao tentar resolver um problema, \u00e9 preciso evitar que se criem danos colaterais ainda maiores.<\/p>\n<p>4- H\u00e1 muita preocupa\u00e7\u00e3o de que a regula\u00e7\u00e3o das m\u00eddias acabe abrindo espa\u00e7o para censura, mas \u00e9 poss\u00edvel regular a opera\u00e7\u00e3o dos canais de comunica\u00e7\u00e3o, sem censurar seus conte\u00fados.<\/p>\n<p>5- \u00c9 poss\u00edvel se inspirar em iniciativas democr\u00e1ticas e bem-sucedidas envolvendo a regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia no Brasil, como o Marco Civil da Internet, ou em outros pa\u00edses.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cPA1wlorVGw?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>As transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas podem fazer com que a m\u00eddia chegue mais longe, mais r\u00e1pido e com imagem em melhor resolu\u00e7\u00e3o. Mas isso n\u00e3o quer dizer que os meios de comunica\u00e7\u00e3o estejam melhores em termos de qualidade.<\/p>\n<p>Se queremos meios de comunica\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1ticos, justos, acess\u00edveis e com maior qualidade, talvez n\u00e3o seja suficiente esperar que eles evoluam sozinhos, ou pela simples press\u00e3o dos usu\u00e1rios isolados. Pode ser necess\u00e1rio discutir coletivamente o que esperamos e o que n\u00e3o queremos dos nossos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Para isso, temos o caminho da legisla\u00e7\u00e3o debatida de forma democr\u00e1tica e transparente.<\/p>\n<p>A m\u00eddia \u00e9 uma ind\u00fastria e, como toda atividade econ\u00f4mica, pode ser alvo de controle p\u00fablico sobre seu funcionamento. Isso j\u00e1 acontece, na verdade: existem diversas leis que tratam dos direitos e deveres de empres\u00e1rios, profissionais e do p\u00fablico de diversos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Existem regras que s\u00e3o t\u00e3o importantes que inclusive fazem parte da Constitui\u00e7\u00e3o, como a proibi\u00e7\u00e3o de censura e as normas para concess\u00f5es p\u00fablicas de r\u00e1dio e televis\u00e3o. Outras normas n\u00e3o tinham como ser imaginadas quando os constituintes se reuniram no final dos anos 1980: a internet, por exemplo, foi regulada d\u00e9cadas depois, em leis discutidas no Congresso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os pr\u00f3prios meios de comunica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se organizaram para criar regras para si pr\u00f3prios. \u00c9 o caso dos publicit\u00e1rios, que criaram o <a href=\"http:\/\/www.conar.org.br\/\">Conar<\/a>, o Conselho Nacional de Autorregulamenta\u00e7\u00e3o Publicit\u00e1ria. Isso n\u00e3o impediu o surgimento de leis para colocar limites na propaganda, mas permitiu que os pr\u00f3prios atores da m\u00eddia apontassem o que eles consideravam que era adequado ou n\u00e3o em sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com a internet, o cen\u00e1rio \u00e9 mais complicado. Antes, os comunicadores eram profissionais treinados e formados e, mesmo assim, n\u00e3o era raro que cometessem erros graves. Agora, qualquer pessoa com um celular conectado em uma rede social pode publicar informa\u00e7\u00f5es para o mundo inteiro, mas nem todo mundo conhece as regras do jogo. Como garantir que os direitos e deveres de todos est\u00e3o sendo respeitados?<\/p>\n<p>Novos problemas parecem surgir com as novas tecnologias: fake news, amea\u00e7as, discurso de \u00f3dio, invas\u00e3o de privacidade, hackers que roubam senhas e informa\u00e7\u00f5es pessoais, exposi\u00e7\u00e3o de imagens \u00edntimas em v\u00eddeos publicados sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o pode parecer simples: se as regras atuais n\u00e3o cobrem esses novos comportamentos nocivos, precisamos de novas regras, e penas mais duras.<\/p>\n<p>Essa abordagem punitiva tem um risco, entretanto. Ao tentar encontrar solu\u00e7\u00f5es, precisamos tomar cuidado para n\u00e3o criar novos problemas ainda mais graves.<\/p>\n<p>Isso aconteceu, recentemente, no combate \u00e0s not\u00edcias falsas. A Mal\u00e1sia foi um dos primeiros pa\u00edses a aprovar lei para punir com multa e pris\u00e3o quem publicasse informa\u00e7\u00f5es sem comprova\u00e7\u00e3o. Mas essa lei acabou sendo usada para censurar cr\u00edticas e den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o. O dano colateral foi t\u00e3o grave que os l\u00edderes que criaram a norma foram afastados, e a lei acabou sendo revertida.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o quer dizer que toda regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia necessariamente leve \u00e0 censura. Depende da forma como ela \u00e9 discutida, e qual seu alvo. \u00c9 poss\u00edvel definir normas sobre o funcionamento dos canais de comunica\u00e7\u00e3o, evitando a tenta\u00e7\u00e3o de controlar o conte\u00fado que pode circular ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>A Argentina, por exemplo, aprovou na d\u00e9cada passada leis que tratam da propriedade dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, evitando sua concentra\u00e7\u00e3o e incentivando ve\u00edculos alternativos menores. Na\u00e7\u00f5es europeias e at\u00e9 os EUA tem regras bastante r\u00edgidas para o funcionamento de meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo aqui, no Brasil, temos exemplos positivos. O Marco Civil da Internet passou por um debate bastante amplo, recebendo contribui\u00e7\u00f5es de especialistas e do p\u00fablico geral antes de ser aprovado pelo Congresso, em 2014. \u00c9 um bom exemplo de que o processo democr\u00e1tico e ponderado pode levar a leis robustas, consideradas um modelo internacional.<\/p>\n<p>A regula\u00e7\u00e3o pode ser um caminho para uma m\u00eddia melhor e mais justa. Mas, para isso, a discuss\u00e3o sobre as propostas precisa tamb\u00e9m ser equilibrada e democr\u00e1tica \u2013 como a m\u00eddia que queremos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Tome cuidado com o que voc\u00ea compartilha pelas redes sociais. As leis brasileiras que protegem privacidade, imagem e honra tamb\u00e9m valem para os espa\u00e7os virtuais. N\u00e3o adianta tentar apagar depois, pois a rede deixa rastros f\u00e1ceis de recuperar.<\/li>\n<li>Consulte sempre os c\u00f3digos de conduta e normas para uso de aplicativos e redes sociais que voc\u00ea utiliza. Essas regras devem ser respeitadas nesses espa\u00e7os, e se forem descumpridas h\u00e1 risco de puni\u00e7\u00f5es como remo\u00e7\u00e3o de conte\u00fado ou at\u00e9 cancelamento da conta. Da mesma forma, se voc\u00ea encontrar algo que n\u00e3o respeita esses c\u00f3digos, pode encaminhar den\u00fancia dentro da pr\u00f3pria plataforma.<\/li>\n<li>Nas elei\u00e7\u00f5es, procure saber a posi\u00e7\u00e3o dos candidatos sobre regula\u00e7\u00e3o e propriedade da m\u00eddia. Como a regula\u00e7\u00e3o dos meios passa pelo Congresso Nacional, deputados federais e senadores t\u00eam papel central na formula\u00e7\u00e3o dessas pol\u00edticas. Eles tamb\u00e9m s\u00e3o os respons\u00e1veis pelas concess\u00f5es de r\u00e1dios e televis\u00f5es, ou seja, decidem quais empresas privadas podem ocupar esses espa\u00e7os concedidos pelo poder p\u00fablico.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/arquivo.edemocracia.camara.leg.br\/web\/marco-civil-da-internet\">Marco Civil da Internet<\/a>. Em processo com abertura para participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, o Congresso brasileiro aprovou normas para a internet, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel regular a m\u00eddia de forma democr\u00e1tica. Esse site registra todo o processo, desde as propostas da sociedade at\u00e9 o resultado final, aprovado em 2014.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.erc.pt\">Entidade Reguladora para a Comunica\u00e7\u00e3o Social (ERC)<\/a>. Entidade portuguesa que regula os meios de comunica\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Em Portugal, assim como outros pa\u00edses europeus, a regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia \u00e9 muito mais ampla: o site permite consultar normas e informa\u00e7\u00f5es sobre a m\u00eddia desse pa\u00eds.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cgi.br\">Comit\u00ea Gestor da Internet (CGI)<\/a>. Ainda que seu poder de interven\u00e7\u00e3o seja bastante restrito, o Brasil tamb\u00e9m conta com um \u00f3rg\u00e3o regulador para a internet, que promove estudos e apresenta recomenda\u00e7\u00f5es para garantir a manuten\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a da rede no pa\u00eds.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 15 \u2013 Marketing Digital&#8221; tab_id=&#8221;1606159515657-8a435caf-a7e4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>J\u00e9ssica Almeida<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Somos seres digitais que passam, em m\u00e9dia, mais de 6 horas por dia navegando na internet. \u00c9 neste espa\u00e7o que tudo acontece, inclusive os esfor\u00e7os das empresas e organiza\u00e7\u00f5es para chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas para os seus produtos e servi\u00e7os. Marketing digital re\u00fane todas as estrat\u00e9gias utilizadas nesse ambiente para conquistar clientes, seguidores, f\u00e3s e apoiadores.<\/p>\n<p>2- Marketing \u00e9 um conjunto de atividades que tem o objetivo de entender as necessidades dos clientes, para ent\u00e3o oferecer o que ele precisa (ou ainda n\u00e3o sabe que precisa). Mas o que era suficiente no passado para convencer uma pessoa a comprar um produto ou servi\u00e7o j\u00e1 n\u00e3o funciona totalmente hoje em dia. Mudamos nosso comportamento, estamos mais abertos a novas experi\u00eancias e muito mais exigentes em rela\u00e7\u00e3o ao que consumimos.<\/p>\n<p>3- O marketing digital tem muitas ferramentas: an\u00fancios no Google, Facebook, Instagram; e-mail marketing, produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, blog, website. Mas antes de pensar nas ferramentas, \u00e9 fundamental desenhar uma estrat\u00e9gia e entender como o seu neg\u00f3cio pode utilizar o marketing digital de forma adequada, com foco em resultados e de acordo com o or\u00e7amento dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>4- Sim, d\u00e1 para fazer marketing digital com pouco dinheiro. Existem v\u00e1rios cursos gratuitos dispon\u00edveis na internet, que oferecem uma base consistente para iniciar a sua estrat\u00e9gia digital.<\/p>\n<p>5- Aten\u00e7\u00e3o com o respeito \u00e0 privacidade: entrou em vigor neste ano a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados \u2013 LGPD, que regulamenta o uso de dados pessoais na internet. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental respeitar o cliente e as suas prefer\u00eancias, entregando apenas o que ele deseja receber (leia-se \u201cn\u00e3o envie SPAM\u201d).<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/68gRrVSj9oo?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Marketing \u00e9 uma atividade que cria, comunica, entrega e oferece trocas com valor para os consumidores, clientes, parceiros e sociedade. Ou seja, \u00e9 uma disciplina da Administra\u00e7\u00e3o que envolve muito esfor\u00e7o por parte das empresas para tornar um produto ou servi\u00e7o conhecido e desejado pelas pessoas, a ponto de todos quererem compr\u00e1-lo.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, uma campanha de marketing bem-sucedida recorria aos meios tradicionais como televis\u00e3o, r\u00e1dio, jornais, revistas, outdoors, para atingir o maior n\u00famero de pessoas. L\u00f3gico que essas m\u00eddias ainda s\u00e3o utilizadas para divulga\u00e7\u00e3o, por\u00e9m perderam muito espa\u00e7o para a internet.<\/p>\n<p>A\u00ed entra o marketing digital. Um grande guarda-chuva que re\u00fane todos os esfor\u00e7os de marketing que s\u00e3o realizados no mundo online, como an\u00fancios no Google e nas redes sociais, blogs de conte\u00fado ou o pr\u00f3prio website da empresa, e-mail marketing, e outros canais cada vez mais segmentados.<\/p>\n<p>Segmenta\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s, \u00e9 a palavra-chave do marketing digital. Isso porque o nosso comportamento na internet \u00e9 monitorado por meio de cookies &#8212; esp\u00e9cie de \u201crastros digitais\u201dque vamosdeixando pelos sites que navegamos, e esses dados de acesso s\u00e3o utilizados pelos profissionais de marketing para entregar ao usu\u00e1rio campanhas de acordo com o seu perfil.<\/p>\n<p>Por exemplo, se voc\u00ea precisa comprar um novo celular e inicia uma busca no Google por um novo aparelho, voc\u00ea deixa v\u00e1rios rastros que s\u00e3o utilizados pelas empresas para continuar mostrando aqueles aparelhos para voc\u00ea, mesmo que voc\u00ea esteja apenas conferindo gatinhos fofos no Instagram.<\/p>\n<p>Essa constata\u00e7\u00e3o vale tamb\u00e9m para quem faz parte de alguma organiza\u00e7\u00e3o &#8212; mesmo que seja pequena. \u00c9 poss\u00edvel fazer marketing digital com poucos recursos!\u00a0 Mas \u00e9 fundamental ter uma estrat\u00e9gia, ou seja, realmente pensar bastante sobre o que fazer antes de realmente fazer.<\/p>\n<p>Para desenhar uma estrat\u00e9gia de marketing digital, pense sempre no que voc\u00ea gostaria de fazer e quais s\u00e3o os seus objetivos. Al\u00e9m disso, tenha em mente como voc\u00ea vai monitorar os resultados, para ter certeza se todo o esfor\u00e7o valeu a pena. Existem diversos cursos on-line para iniciantes, com passo-a-passo do que fazer em cada canal digital, o que ajuda muito.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, tenha em mente que a estrat\u00e9gia deve estar relacionada \u00e0 natureza do neg\u00f3cio. Se o seu objetivo \u00e9 vender um produto, deve seguir um caminho de despertar o desejo de compra do consumidor. Por que o seu produto \u00e9 melhor do que o do concorrente? Ele tem mais qualidade ou um menor pre\u00e7o? Se a sua empresa vende servi\u00e7os, estamos falando de algo intang\u00edvel, ou seja, que n\u00e3o pode ser tocado, o que requer conquistar a confian\u00e7a do consumidor, o que \u00e9 ainda mais desafiador no ambiente online.<\/p>\n<p>Se a sua organiza\u00e7\u00e3o defende uma causa, tamb\u00e9m vai precisar de marketing para contar \u00e0s pessoas o que faz, conseguir doa\u00e7\u00f5es e ampliar a visibilidade.\u00a0 Ou seja, vai ser necess\u00e1rio pensar em estrat\u00e9gia, definir objetivos, metas, avalia\u00e7\u00f5es, or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Para ser bem-sucedido, \u00e9 preciso identificar quais s\u00e3o os canais digitais que a organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 possui e como potencializ\u00e1-los. Com um or\u00e7amento m\u00ednimo, \u00e9 poss\u00edvel investir em impulsionamentos de posts nas redes sociais. S\u00e3o eles que garantem um alcance maior de audi\u00eancia e engajamento para a sua causa, j\u00e1 que as plataformas entregam gratuitamente seu conte\u00fado apenas para uma pequena fatia de seus seguidores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m importante ficar de olho nas novas tend\u00eancias para explor\u00e1-las na sua organiza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado: aqui, o foco \u00e9 criar, publicar e distribuir informa\u00e7\u00e3o, opini\u00e3o ou entretenimento para sua audi\u00eancias. O conte\u00fado precisa realmente ser \u00fatil para seu p\u00fablico, para que, a curto, m\u00e9dio ou longo prazo, ele se torne um cliente. A distribui\u00e7\u00e3i pode ser por e-mail marketing, blog, podcast, ou nas redes sociais, por meio de posts, lives&#8230;<\/li>\n<li>Inbound Marketing: Produzir conte\u00fado d\u00e1 trabalho e gera um custo. Voc\u00ea pode fazer uma troca com o seu p\u00fablico: ele tem acesso ao seu conte\u00fado, desde que disponibilize alguns dados para que voc\u00ea possa enviar mais materiais. Essa \u00e9 a sacada do inbound marketing, \u00e9 quando um potencial cliente te procura, mas n\u00e3o necessariamente para comprar. \u00c9 um come\u00e7o de um relacionamento, palavras-chave quando estamos falando de marketing digital de sucesso.<\/li>\n<li>Stories e Lives: De acordo com pesquisa do TechCrunch, o crescimento dos v\u00eddeos nos stories em 2018 foi quinze vezes mais r\u00e1pido do que o mesmo formato no feed. V\u00eddeo \u00e9 um formato que agrada tanto jovens quanto adultos, e a gente viu a explos\u00e3o de lives agora durante a pandemia. Ou seja, veio pra ficar e precisa ser considerado no planejamento do marketing digital. E hoje em dia, existem v\u00e1rias ferramentas e apps que ajudam na edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos, e os celulares andam muito mais potentes para produzir materiais de alta qualidade. Mas lembre-se: mais importante \u00e9 o conte\u00fado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es. Aqui no Brasil, estamos no come\u00e7o da implementa\u00e7\u00e3o da Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados, a LGPD. A lei, sancionada em 2018, entrou em vigor em setembro de 2020, e afeta diretamente a forma com que as empresas e organiza\u00e7\u00f5es captam, armazenam e utilizam os dados de seus clientes, tanto no meio online quanto no offline. A LGPD surge exatamente em um momento em que discute mundialmente novas pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o de dados, e pautas sobre privacidade e seguran\u00e7a est\u00e3o no topo da prioridade de muitos governos e at\u00e9 das empresas de tecnologia.<\/p>\n<p>Agora as empresas e organiza\u00e7\u00f5es passam a ter que respeitar padr\u00f5es bem mais elevados de prote\u00e7\u00e3o de dados. Quem n\u00e3o respeitar est\u00e1 sujeito a penalidades alt\u00edssimas. A LGPD elenca dez princ\u00edpios que as empresas devem obedecer, com destaque para os princ\u00edpios de finalidade, adequa\u00e7\u00e3o, necessidade e transpar\u00eancia.\u00a0 Se a sua organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 trabalha com marketing digital e de alguma forma realiza capta\u00e7\u00e3o de dados dos clientes, \u00e9 fundamental estar atento \u00e0s regras da LGPD.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Fa\u00e7a cursos, leia sobre o tema, leia sobre estrat\u00e9gias bem-sucedidas de marketing digital. Existem diversos cursos gratuitos, e-books, v\u00eddeos no Youtube que ajudam muito para quem quer come\u00e7ar a pensar em uma estrat\u00e9gia digital.<\/li>\n<li>Analise os canais digitais que a sua organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 possui. \u00c9 quase imposs\u00edvel que uma organiza\u00e7\u00e3o exista no s\u00e9culo 21 sem um site ou uma p\u00e1gina em redes sociais. Portanto, \u00e9 importante identificar quais s\u00e3o os canais utilizados e como est\u00e3o sendo explorados. Por exemplo, as redes sociais s\u00e3o atualizadas com frequ\u00eancia ou est\u00e3o l\u00e1 apenas criando mofo? E o website representa realmente a sua organiza\u00e7\u00e3o e possui uma estrutura compat\u00edvel com as tecnologias atuais?<\/li>\n<li>Valorize os conte\u00fados. Voc\u00ea pode ter todo o dinheiro do mundo para investir em marketing digital, mas de nada adianta se os conte\u00fados foram irrelevantes. Milhares de banners e an\u00fancios competem pela nossa aten\u00e7\u00e3o diariamente, portanto o que tende a ser mais importante s\u00e3o hist\u00f3rias que sejam reais e inspiradoras.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/resultadosdigitais.com.br\">Resultados Digitais<\/a>. Vale a pena conferir o blog, com dicas pr\u00e1ticas sobre o mercado, al\u00e9m dos cursos e certifica\u00e7\u00f5es gratuitos oferecidos pela plataforma.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/rockcontent.com.br\">Rock Content<\/a>. Uma das empresas l\u00edderes em produ\u00e7\u00e3o de marketing de conte\u00fado e que tamb\u00e9m oferece dicas, cursos, e-books e diversos materiais para aprender mais sobre o tema. N\u00e3o deixe de conferir a se\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/marketing-digital-para-ong\/\">Marketing Digital para ONGs<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/ufs\/al\/artigos\/10-aplicativos-para-bombar-as-suas-publicacoes-nas-redes-sociais,93520c95b3d68510VgnVCM1000004c00210aRCRD\">10 <\/a><a href=\"https:\/\/www.sebrae.com.br\/sites\/PortalSebrae\/ufs\/al\/artigos\/10-aplicativos-para-bombar-as-suas-publicacoes-nas-redes-sociais,93520c95b3d68510VgnVCM1000004c00210aRCRD\">Aplicativos para destacar as suas publica\u00e7\u00f5es nas redes sociais<\/a>. O Sebrae lista aplicativos e sites que voc\u00ea pode utilizar para produzir conte\u00fado com imagens de qualidade.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 16 &#8211; Como formar leitores cr\u00edticos&#8221; tab_id=&#8221;1606159815213-cb36c016-e0ab&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Rodrigo Ratier<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- \u201cCr\u00edtico\u201d pode tanto significar a pessoa que fala mal de tudo quanto aquela que questiona e avalia antes de tomar decis\u00f5es. A educa\u00e7\u00e3o, claro, visa formar pessoas do segundo tipo.<\/p>\n<p>2- A criticidade \u00e9 apenas um dos aspectos da nossa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia. H\u00e1 hoje diferentes compet\u00eancias que \u00e9 preciso desenvolver. Al\u00e9m de audi\u00eancia para os meios de comunica\u00e7\u00e3o, hoje somos todos produtores de conte\u00fado.<\/p>\n<p>3- Assim, as compet\u00eancias midi\u00e1ticas dizem respeito tanto \u00e0 recep\u00e7\u00e3o das mensagens quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o. S\u00e3o seis: conhecedor da m\u00eddia, maduro, cr\u00edtico (compet\u00eancias da recep\u00e7\u00e3o); ativo, social e criativo (compet\u00eancias da produ\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>4- Ajudar a desenvolver compet\u00eancias midi\u00e1ticas n\u00e3o \u00e9 tarefa apenas da escola. \u00cb poss\u00edvel trabalhar o tema na fam\u00edlia, em grupos de WhatsApp, nas conversas com os amigos e na pr\u00f3pria postura nas redes sociais.<\/p>\n<p>5- Com as pessoas pr\u00f3ximas, aposte mais na escuta, no di\u00e1logo em privado e menos nas li\u00e7\u00f5es de moral. Em seus perfis nas redes, adote um tom sereno, evitando ofensas e pol\u00eamicas vazias.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/o8R5UiLi_AY?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&#8220;Pensamento cr\u00edtico&#8221; \u00e9 daqueles termos desgastados de tanto que as pessoas o utilizam. Pior: o utilizam sem saber seu significado, o que o esvazia ainda mais. Portanto a primeira provid\u00eancia para falar em criticidade significa discutir qual o sentido de &#8220;cr\u00edtico&#8221;.<\/p>\n<p>O dicion\u00e1rio \u00e9 um ponto de partida. Entre os sentidos apontados pelo Houaiss, &#8220;cr\u00edtico&#8221; poder tanto 1- &#8220;quem deprecia, tende para a cr\u00edtica como censura, deprecia\u00e7\u00e3o, desaprova\u00e7\u00e3o&#8221;. Ou 2- &#8220;quem avalia competentemente, distinguindo o verdadeiro do falso, o bom do mau etc&#8221;.<\/p>\n<p>Para resumir: uma pessoa cr\u00edtica pode ser tanto aquela que fala mal de tudo quanto a pessoa que examina, questiona, avalia e toma decis\u00f5es. \u00c9 claro que a educa\u00e7\u00e3o vai procurar formar pessoas cr\u00edticas do segundo tipo. Mas nem sempre foi assim. Por muitas d\u00e9cadas, os programas de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica se propunham apenas a mostrar o lado negativo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje se sabe que isso n\u00e3o funciona &#8212; ao contr\u00e1rio, a postura demonizadora da educa\u00e7\u00e3o sobre a m\u00eddia apenas afastou o assunto das salas de aula. Afinal, todo mundo assiste TV, navega na internet e posta nas redes sociais. Ficar o tempo todo falando mal dessas coisas vai levar \u00e0 reflex\u00e3o de quem realmente precisa pensar sobre sua rela\u00e7\u00e3o com os meios de comunica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A pedagogia que estuda as m\u00eddias entende que pode, sim, haver manipula\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o \u00e9 um processo autom\u00e1tico. Crian\u00e7as e jovens em idade escolar s\u00e3o nativos digitais, o que significa duas coisas. Primeiro, que muitos deles possuem mais familiaridade do que n\u00f3s com as ferramentas midi\u00e1ticas dispon\u00edveis. E segundo, que eles e elas s\u00e3o dotados, sim, de compet\u00eancias midi\u00e1ticas.<\/p>\n<p>De que compet\u00eancias estamos falando?<\/p>\n<p>Antes de tudo, \u00e9 preciso lembrar que nossa rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia mudou muito nos \u00faltimos anos. Se antes \u00e9ramos apenas espectadores &#8212; da TV, do r\u00e1dio, do jornal e das revistas &#8211;, hoje em alguma medida todos somos tamb\u00e9m produtores de conte\u00fado. O Facebook, por exemplo, conta com 2,5 bilh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos. O WhatsApp, 2 bilh\u00f5es. Cada uma dessas pessoas escreve postagens, curte e comenta conte\u00fados, encaminha mensagens. \u00c9 preciso considerar essa grande novidade que torna cada um de n\u00f3s verdadeiras &#8220;m\u00eddias humanas&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, as compet\u00eancias midi\u00e1ticas contemplam tanto a dimens\u00e3o da recep\u00e7\u00e3o quanto da produ\u00e7\u00e3o. Uma pessoa que lida bem com a m\u00eddia \u00e9 o que os pesquisadores chamam de \u201csujeito multidimensional\u201d, possuidor de seis compet\u00eancias:<\/p>\n<p>1- Ativo: faz a compara\u00e7\u00e3o do texto da m\u00eddia com seu pr\u00f3prio contexto de vida. Toma atitudes (comenta, responde) quando entende que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 incorreta.<\/p>\n<p>2- Conhecedor: tem um grande conhecimento sobre a m\u00eddia. Sabe que existem interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos por tr\u00e1s da veicula\u00e7\u00e3o de conte\u00fados.<\/p>\n<p>3- Maduro: libera e controla sua imagina\u00e7\u00e3o a partir dos est\u00edmulos da m\u00eddia (e n\u00e3o \u00e9 controlado por ela). Sabe o momento de se conectar, e principalmente, de se desconectar.<\/p>\n<p>4- Social: est\u00e1 inserido em grupos em que pode discutir o significado das mensagens que recebe e ter aux\u00edlio para interpret\u00e1-las.<\/p>\n<p>5- Criativo: \u00e9 capaz de recriar textos e escrever novas hist\u00f3rias, autorais.<\/p>\n<p>6- Cr\u00edtico: consegue capaz de julgar e questionar a mensagem da m\u00eddia a partir de sua identidade cultural.<\/p>\n<p>Deixamos o &#8220;cr\u00edtico&#8221; para o fim de prop\u00f3sito: a ideia \u00e9 mostrar como o trabalho com a m\u00eddia se complexificou. Favorecer a postura cr\u00edtica &#8212; no sentido de &#8220;atitude inquieta, c\u00e9tica, questionadora&#8221; &#8212; segue sendo fundamental. Agora, por\u00e9m, trabalhar as demais compet\u00eancias midi\u00e1ticas tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia, a mesma que o conjunto dos meios de comunica\u00e7\u00e3o possui hoje em nossas vidas.<\/p>\n<p>Esse trabalho n\u00e3o se restringe \u00e0 escola. \u00c9 \u00f3timo que o tema esteja cada vez mais presente no sistema formal &#8212; a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que norteia os curr\u00edculos do pa\u00eds, estabelece a educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica como um de seus pilares. Mas \u00e9 poss\u00edvel trabalhar o tema na fam\u00edlia, nos grupos de WhatsApp em que voc\u00ea est\u00e1 inserido, nas conversas com os amigos e na pr\u00f3pria postura nas redes sociais. Abaixo, voc\u00ea confere alguns conselhos para nortear suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Se voc\u00ea quer estimular o pensamento cr\u00edtico de algu\u00e9m, n\u00e3o comece\u2026 criticando. Falar mal e apontar o dedo \u00e9 uma postura que coloca pessoas na defensiva. Se voc\u00ea quer colaborar para a mudan\u00e7a de comportamento de quem, por exemplo, compartilha discurso de \u00f3dio, a primeira provid\u00eancia \u00e9 ouvir: Como a pessoa se informa? O que considera confi\u00e1vel? Como &#8211; e se &#8211; checa a informa\u00e7\u00e3o que recebe?<\/li>\n<li>Chamar a aten\u00e7\u00e3o em p\u00fablico tamb\u00e9m costuma ser pouco efetivo. H\u00e1 sempre maneiras mais discretas de passar o recado. Se algu\u00e9m encaminhou fake news, por exemplo, voc\u00ea pode chamar essa pessoa em privado e apresentar checagem que desminta a not\u00edcia. Procure se expressar sem dar li\u00e7\u00e3o de moral. Se a pessoa vai tomar alguma atitude com base nas suas informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 com ela. Voc\u00ea fez sua parte.<\/li>\n<li>Nossos perfis nas redes sociais s\u00e3o nossos cart\u00f5es de visitas. De nada adianta se dizer a favor do di\u00e1logo e comprar briga a cada nova pol\u00eamica que surge na internet. Ou, ainda, atacar pessoas com ofensas ou desinforma\u00e7\u00e3o. Aprende-se basicamente pelo exemplo. Ent\u00e3o, as pessoas podem aprender ao ver um perfil sereno e propositivo como o seu.<\/li>\n<li>\u00c9 preciso desenvolver nossa pr\u00f3pria criticidade. A melhor maneira de fazer isso \u00e9 n\u00e3o confiar em uma \u00fanica fonte de informa\u00e7\u00e3o. Procure ler e cruzar informa\u00e7\u00f5es de diferentes origens. D\u00ea prefer\u00eancia ao jornalismo profissional, produzido com padr\u00f5es t\u00e9cnicos e \u00e9ticos comprov\u00e1veis.<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m \u00e9 saud\u00e1vel a postura ativa. Leu alguma informa\u00e7\u00e3o equivocada? Aponte o erro. Presenciou discurso de \u00f3dio ou discrimina\u00e7\u00e3o? Marque o conte\u00fado como impr\u00f3prio, denuncie. Viu algum tipo de sensacionalismo na TV? Escreva para a comiss\u00e3o de \u00e9tica do sindicato dos jornalistas, acione o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p>Felizmente, existem cada vez mais iniciativas de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica espalhadas pela internet. A seguir, recomendamos tr\u00eas delas, com perfis complementares:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vazafalsiane.com\/\">Vaza, Falsiane<\/a> \u00e9 um curso online contra fake news e desinforma\u00e7\u00e3o. Com linguagem acess\u00edvel e pop, visa trazer os principais conceitos sobre o tema de uma forma interativa. \u00c9 poss\u00edvel assistir v\u00eddeos, ler textos, participar de enquetes e testar seus conhecimentos nos 13 cap\u00edtulos que comp\u00f5em o curso (que fornece certificado aos concluintes). O perfil no Facebook, o maior de educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica no Brasil, traz dicas di\u00e1rias in\u00e9ditas contra as not\u00edcias falsas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/educamidia.org.br\/\">Educam\u00eddia <\/a>\u00e9 uma iniciativa do Instituto Palavra Aberta para trabalhar a educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica em escolas. O site possui defini\u00e7\u00f5es de conceitos, material did\u00e1tico e planos de aula para auxiliar alunos e professores que desejam se aprofundar no assunto.<\/p>\n<p>As ag\u00eancias de checagem de fatos se multiplicaram nos \u00faltimos anos. Isso \u00e9 uma \u00f3tima not\u00edcia, pois a maioria das not\u00edcias falsas j\u00e1 foi desmentida por essas iniciativas. Vale sempre dar uma conferida nos sites do <a href=\"https:\/\/projetocomprova.com.br\/\">Projeto Comprova<\/a>, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/fato-ou-fake\/\">Fato Ou Fake<\/a>, <a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/lupa\/\">Ag\u00eancia Lupa<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/\">Aos Fatos<\/a> e <a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/confere\/\">UOL Confere<\/a>. Ou, ainda mais simplesmente, digitar no google o t\u00edtulo da not\u00edcia suspeita mais a palavra \u201cboato\u201d e verificar os resultados. Muito provavelmente, uma dessas ag\u00eancias estar\u00e1 entre eles.<\/p>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1607706287943{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221; el_id=&#8221;c1&#8243;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;40px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][vc_tta_accordion active_section=&#8221;0&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 13 &#8211; A velha e boa reportagem&#8221; tab_id=&#8221;1606157880528-43be14ca-14d8&#8243;][vc_column_text] Rodrigo Ratier Resumo em 5 pontos 1- \u201cVelha\u201d porque presente desde o in\u00edcio da profiss\u00e3o, e \u201cboa\u201d porque segue indispens\u00e1vel, a reportagem \u00e9 base do jornalismo de qualidade. 2- Quando nomeia procedimentos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/72"}],"collection":[{"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=72"}],"version-history":[{"count":12,"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/72\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":218,"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/72\/revisions\/218"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=72"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}