{"id":39,"date":"2020-11-23T16:10:45","date_gmt":"2020-11-23T19:10:45","guid":{"rendered":"http:\/\/muitoalemdozap1.hospedagemdesites.ws\/?page_id=39"},"modified":"2021-04-01T17:36:49","modified_gmt":"2021-04-01T20:36:49","slug":"modulo-1","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/muitoalemdozap.com.br\/?page_id=39","title":{"rendered":"M\u00f3dulo 1"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1607538750898{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221; el_id=&#8221;c1&#8243;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;40px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][vc_tta_accordion active_section=&#8221;0&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 1 &#8211; Democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1606157880528-43be14ca-14d8&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Ivan Paganotti<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Os meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais no debate de problemas e solu\u00e7\u00f5es que impactam a vida de todos. Eles apresentam uma influ\u00eancia consider\u00e1vel na defini\u00e7\u00e3o do que merece a aten\u00e7\u00e3o coletiva, e quais propostas devem ser consideradas.<\/p>\n<p>2- Essa for\u00e7a da m\u00eddia enfrenta uma barreira: a propriedade dos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o concentra-se em poucas empresas, sobretudo no Brasil.<\/p>\n<p>3- Com pouca diversidade, falta espa\u00e7o para perspectivas e temas diferentes. Ve\u00edculos pequenos, por outro lado, t\u00eam dificuldade de conseguir alcan\u00e7ar audi\u00eancias maiores.<\/p>\n<p>4- \u00c9 necess\u00e1rio democratizar a comunica\u00e7\u00e3o, o que significa ampliar seu acesso a grupos mais amplos da sociedade, impedindo que poucos controlem o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>5- Para isso pode ser necess\u00e1rio criar regula\u00e7\u00f5es que limitem o poder dos grandes, al\u00e9m de incentivos financeiros e capacita\u00e7\u00e3o para que os menores possam sobreviver e crescer no mercado competitivo pela aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/a7n4SuMYuhM?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Para discutir os problemas que afetam a nossa vida, nem sempre conseguimos reunir todas as pessoas interessadas. Uma fam\u00edlia ou a equipe de uma empresa pequena at\u00e9 podem caber em uma sala, mas esses encontros ficam imposs\u00edveis se o problema afeta uma cidade, o pa\u00eds ou at\u00e9 o mundo inteiro: n\u00e3o conseguimos juntar todo mundo no mesmo lugar, ao mesmo tempo, e ouvir todas as reclama\u00e7\u00f5es e propostas.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que os meios de comunica\u00e7\u00e3o t\u00eam um papel t\u00e3o central na sociedade, dando voz e reunindo diferentes problemas, perspectivas e propostas. Al\u00e9m de garantir o entretenimento com o futebol ou com a novela, a m\u00eddia tem um poder muito grande, porque consegue atrair a aten\u00e7\u00e3o de muita gente. \u00c9 por ve\u00edculos da imprensa que den\u00fancias podem vir \u00e0 tona, e respostas s\u00e3o cobradas. Tamb\u00e9m podem destacar atitudes que merecem aplausos, ou apontar sugest\u00f5es para superar obst\u00e1culos.<\/p>\n<p>Assim, a m\u00eddia pode funcionar como uma grande sala de reuni\u00f5es, em que podemos apresentar nossas ideias e ouvir as falas dos outros de forma organizada.<\/p>\n<p>Mas&#8230;<\/p>\n<p>\u2026 quem tem a chave dessa sala?<\/p>\n<p>\u2026 quem escolhe as pessoas que podem falar, e quem deve somente ouvir?<\/p>\n<p>\u2026 o que acontece se algumas pessoas n\u00e3o tiverem espa\u00e7o para falar, ou, pior ainda, n\u00e3o conseguirem nem ouvir direito?<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o bastante s\u00e9ria no Brasil, porque um punhado de corpora\u00e7\u00f5es gigantescas controlam os maiores jornais, revistas, portais online, emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o. Muitas s\u00e3o empresas familiares tradicionais e influentes, e algumas at\u00e9 apresentam conex\u00f5es com representantes pol\u00edticos.<\/p>\n<p>A internet deveria ser um espa\u00e7o mais aberto e com menos barreiras por reduzir custos e permitir uma difus\u00e3o mais ampla e acelerada. Mas tamb\u00e9m no espa\u00e7o virtual algumas poucas plataformas acabam concentrando a maior parte do tr\u00e1fego. Muitas s\u00e3o controladas por multinacionais como Alphabet (dona da ferramenta de pesquisa Google e do site de v\u00eddeos do YouTube) e Facebook (que, al\u00e9m da rede social do mesmo nome, tamb\u00e9m controla o Instagram e o aplicativo de mensagens WhatsApp).<\/p>\n<p>Como poucos controlam grande espa\u00e7o da m\u00eddia, eles conseguem definir quem tem mais voz e quem pode atingir maior audi\u00eancia. Indiretamente, podem influenciar quais posi\u00e7\u00f5es t\u00eam maior ou menor espa\u00e7o, quais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o reproduzidas ou ignoradas.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que nem todo mundo consegue ter sua voz ouvida. Muitos desses meios de comunica\u00e7\u00e3o acabam sendo bastante parecidos, porque tratam dos mesmos temas, sempre a partir das mesmas perspectivas. Ve\u00edculos alternativos, que tratam de temas que podem n\u00e3o interessar \u00e0 grande m\u00eddia e abrem espa\u00e7o para perspectivas mais diversificadas, enfrentam dificuldade para competir pela aten\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, e muitas vezes acabam sufocados pois n\u00e3o tem a mesma for\u00e7a de difus\u00e3o dos maiores.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que o poder da m\u00eddia n\u00e3o pode ficar somente na m\u00e3o de poucas pessoas. Se o debate das quest\u00f5es sociais ocupa o espa\u00e7o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, eles precisam tamb\u00e9m ser democr\u00e1ticos e garantir que todos tenham seus direitos respeitados.<\/p>\n<p>Assim, democratizar a m\u00eddia nada mais \u00e9 do que garantir que essa grande \u201csala de debate\u201d dos meios de comunica\u00e7\u00e3o esteja aberta para todos, com condi\u00e7\u00f5es justas, e que ningu\u00e9m vai ser impedido de falar ou de ouvir.<\/p>\n<p>Mas como democratizar a m\u00eddia?<\/p>\n<p>De duas formas:<\/p>\n<p>1- pisando no freio dos grandes;<\/p>\n<ul>\n<li>Pa\u00edses como EUA, Argentina e diversas na\u00e7\u00f5es europeias t\u00eam leis r\u00edgidas sobre meios de comunica\u00e7\u00e3o para evitar que ve\u00edculos se aproximem do monop\u00f3lio da esfera p\u00fablica, prejudiquem competidores ou at\u00e9 seu pr\u00f3prio p\u00fablico. Infelizmente, nessa \u00e1rea o Brasil apresenta regras insuficientes, com muitas lacunas e pouca vigil\u00e2ncia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>2- acelerando os menores.<\/p>\n<ul>\n<li>Outra estrat\u00e9gia complementar envolve ajudar os menores para que eles consigam tamb\u00e9m seu espa\u00e7o. Incentivos fiscais e aux\u00edlios financeiros podem ajudar ve\u00edculos alternativos a captar recursos para produzirem seus conte\u00fados de forma mais eficaz. Tamb\u00e9m \u00e9 importante promover oficinas de capacita\u00e7\u00e3o, em cursos como esse, para que novos comunicadores entendam os potenciais de diferentes m\u00eddias.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Procure ler, acessar e assistir a ve\u00edculos alternativos ou locais. Assim, voc\u00ea pode ter contato com temas, formatos e opini\u00f5es que voc\u00ea n\u00e3o encontraria com facilidade na grande m\u00eddia.<\/li>\n<li>\u00c9 poss\u00edvel ajudar ve\u00edculos alternativos divulgando seus conte\u00fados. Muitos recebem doa\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias (as vaquinhas ou <em>crowdfunding<\/em>), ou dependem de assinaturas para financiar seus custos de produ\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ser um produtor de m\u00eddia: se voc\u00ea publica conte\u00fados em redes sociais, j\u00e1 \u00e9 um comunicador. Pode aproveitar a facilidade das plataformas digitais e criar um site com colaboradores para difundir suas informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><strong>F\u00f3rum Nacional pela Democratiza\u00e7\u00e3o da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; <a href=\"http:\/\/fndc.org.br\">http:\/\/fndc.org.br<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>Grupo que soma centenas de movimentos e associa\u00e7\u00f5es que procura defender a pluralidade na m\u00eddia e combater a concentra\u00e7\u00e3o da propriedade dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Apresenta propostas e campanhas para democratizar a comunica\u00e7\u00e3o brasileira.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Intervozes<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/intervozes.org.br\">https:\/\/intervozes.org.br<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>Coletivo que promove maior acesso \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social, desenvolve estudos importantes para entender os potenciais e as limita\u00e7\u00f5es da m\u00eddia no Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Artigo 19<\/strong> &#8211; <a href=\"https:\/\/artigo19.org\">https:\/\/artigo19.org<\/a><\/p>\n<ul>\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental criada na Inglaterra para defender a liberdade de express\u00e3o e o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Produz relat\u00f3rios e cartilhas para mostrar denunciar amea\u00e7as de censura no Brasil.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 2 &#8211; Jornalismo serve para qu\u00ea?&#8221; tab_id=&#8221;1606157880610-6470f049-1167&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Rodrigo Ratier<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Jornalismo existe para fazer not\u00edcias. Not\u00edcias, por sua vez, s\u00e3o o relato dos acontecimentos da realidade.<\/p>\n<p>2- Relatos de qualidade trazem informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel. E informa\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel \u00e9 a base para que as pessoas tomem decis\u00f5es embasadas e adequadas para suas vidas.<\/p>\n<p>3- O jornalismo deve buscar a objetividade, que \u00e9 o relato desapaixonado dos fatos. N\u00e3o se confunde com imparcialidade (nunca se posicionar). Se h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de que um dos lados est\u00e1 certo e outro errado, tirar conclus\u00f5es \u00e9 bom jornalismo.<\/p>\n<p>4- O jornalismo est\u00e1 sob intenso ataque. Pol\u00edticos e outros agentes dizem que a m\u00eddia manipula a informa\u00e7\u00e3o ao filtr\u00e1-la. Sob esse pretexto, defendem um contato direto entre l\u00edder e povo (a desintermedia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>5- \u00c9 uma estrat\u00e9gia enganosa, que visa diminuir a fun\u00e7\u00e3o de vigil\u00e2ncia que o jornalismo deve ter sobre o poder. A melhor forma de combat\u00ea-la \u00e9 produzir reportagens precisas e completas. A mat\u00e9ria-prima para um bom texto \u00e9 uma apura\u00e7\u00e3o robusta, com muitas entrevistas.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CTr_E6TXWqg?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>A pergunta que abre esse cap\u00edtulo pode parecer estranha. Precisamos ainda hoje justificar o papel do jornalismo na sociedade?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 \u201csim\u201d. Poucas vezes o jornalismo esteve t\u00e3o sob ataque quanto hoje. Agentes, sobretudo pol\u00edticos, tentam descredibilizar a m\u00eddia profissional com duas estrat\u00e9gias b\u00e1sicas. Primeiro, chamando-a de <em>fake news<\/em>. Segundo, dizendo que apenas eles, os pol\u00edticos, s\u00e3o capazes de divulgar informa\u00e7\u00f5es \u201csem filtro\u201d, \u201csem distor\u00e7\u00f5es\u201d. \u00c9 a chamada \u201cdesintermedia\u00e7\u00e3o\u201d: certos pol\u00edticos vendem a ilus\u00e3o de que s\u00e3o eles o caminho para um contato direto, sem intermedi\u00e1rios, entre o l\u00edder e o povo.<\/p>\n<p>Perceba a invers\u00e3o: uma das fun\u00e7\u00f5es do jornalismo \u00e9 justamente fiscalizar os poderosos e suas eventuais mentiras. Ao mirar contra o jornalismo e os jornalistas, os pol\u00edticos pretendem se ver livres de qualquer controle e de presta\u00e7\u00e3o de contas.<\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que o jornalismo n\u00e3o tenha problemas. Tem diversos, e aqui a gente destaca um bastante grave: a mistura de informa\u00e7\u00e3o com opini\u00e3o. Estudiosos do tema desinforma\u00e7\u00e3o apontam que essa jun\u00e7\u00e3o foi um dos fatores que abriu caminho para a atual epidemia de <em>fake news<\/em>. Faz sentido: quando algu\u00e9m pensa estar diante de uma informa\u00e7\u00e3o (ou seja, ouvindo um relato, uma hist\u00f3ria), mas na verdade est\u00e1 tendo contato com uma tentativa de convencimento (ou seja, uma opini\u00e3o), podemos falar que essa pessoa est\u00e1 sendo enganada, manipulada.<\/p>\n<p>A internet e as redes sociais deram voz a quem antes n\u00e3o podia ter um jornal, uma r\u00e1dio ou uma emissora de TV. A democratiza\u00e7\u00e3o \u2013 positiva \u2013 veio acompanhada de um lado nocivo: uma enorme quantidade de pessoas sem compromisso com o relato da realidade.<\/p>\n<p>\u00c9 justamente isso que o jornalismo faz: tenta ser o relato mais fiel poss\u00edvel da realidade. Veja s\u00f3: n\u00e3o \u00e9 a realidade em si, e tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um espelho da realidade \u2013 ela \u00e9 muito complexa e dif\u00edcil de ser mostrada como um reflexo. Mas o jornalismo, com suas limita\u00e7\u00f5es, pode ser um retrato da realidade.<\/p>\n<p>E a\u00ed a gente pode pensar nas mesmas dificuldades de tirar uma foto: para transmitir adequadamente o clima de uma cena, \u00e9 preciso garantir o foco, \u00e9 necess\u00e1rio cuidar do enquadramento, garantir que ningu\u00e9m saia cortado na imagem etc.<\/p>\n<p>Com o jornalismo, \u00e9 a mesma coisa. \u00c9 preciso observar uma s\u00e9rie de cuidados para garantir que a informa\u00e7\u00e3o esteja correta. A defini\u00e7\u00e3o de not\u00edcia \u00e9 \u201crelato conforme os fatos\u201d. Ou seja, o jornalista precisa ter compromisso com a precis\u00e3o e a objetividade.<\/p>\n<p>Objetividade. Podemos falar um pouco mais sobre essa palavra, que muitas vezes \u00e9 confundida com \u201cimparcialidade\u201d (n\u00e3o tomar partido ou lado no relato). \u00c9 bom distinguir: a imparcialidade \u00e9 apenas uma palavra usada no marketing dos ve\u00edculos de m\u00eddia. N\u00e3o \u00e9 um compromisso jornal\u00edstico: se houver um conflito e as evid\u00eancias comprovarem que um dos lados t\u00eam raz\u00e3o, o correto a se fazer n\u00e3o \u00e9 ser \u201cimparcial\u201d, ficar em cima do muro. O dever jornal\u00edstico \u00e9 mostrar quem est\u00e1 certo.<\/p>\n<p>A objetividade \u00e9 outra coisa. Ela tem a ver com o relato desapaixonado, livre das percep\u00e7\u00f5es de cada ser humano que conta a hist\u00f3ria. S\u00f3 por essa descri\u00e7\u00e3o, voc\u00ea j\u00e1 deve ter notado que se trata de algo imposs\u00edvel. Todos n\u00f3s temos nossas vis\u00f5es de mundo e elas impactam, sim, como a gente conta uma hist\u00f3ria. Mas isso n\u00e3o nos impede de buscar ser o mais objetivo poss\u00edvel. Isso, sim, \u00e9 um compromisso jornal\u00edstico. Voc\u00ea confere mais detalhes sobre esse tema importante no cap\u00edtulo 13, \u201cA Velha e boa reportagem\u201d.<\/p>\n<p>Para voltar ao ponto de partida, podemos retornar \u00e0 pergunta inicial \u2013 o jornalismo serve para qu\u00ea? \u2013 aprofundando-a. Se a fun\u00e7\u00e3o do jornalismo \u00e9 produzir informa\u00e7\u00e3o, ainda precisamos do jornalismo num mundo que hoje j\u00e1 tem tanta informa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9: mais do que nunca. \u00c9 uma quest\u00e3o de qualidade.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 ajudar as pessoas a tomar decis\u00f5es. E a\u00ed, algo tende a acontecer: se voc\u00ea toma decis\u00f5es baseado em boas e confi\u00e1veis informa\u00e7\u00f5es, suas decis\u00f5es tendem a ser boas. Por outro lado, informa\u00e7\u00e3o de m\u00e1 qualidade gera decis\u00f5es&#8230; tamb\u00e9m de m\u00e1 qualidade.<\/p>\n<p>Um exemplo simples: voc\u00ea est\u00e1 num ponto de \u00f4nibus e pergunta a um dos passageiros se o \u00f4nibus p\u00e1ra em uma determinada esta\u00e7\u00e3o de trem. O passageiro diz que sim \u2013 e voc\u00ea acredita e embarca no ve\u00edculo. O que acontece?<\/p>\n<p>Se ele tiver dito a verdade \u2013 em outras palavras, se a informa\u00e7\u00e3o for confi\u00e1vel \u2013, voc\u00ea ter\u00e1 tomado uma decis\u00e3o de boa qualidade e estar\u00e1 mais perto de seu destino. Por outro lado, se ele tiver mentido \u2013 intencionalmente ou n\u00e3o, pouco importa \u2013, voc\u00ea estar\u00e1, literalmente, perdido.<\/p>\n<p>Com o jornalismo, \u00e9 a mesma coisa. O jornalismo respons\u00e1vel constr\u00f3i sua apura\u00e7\u00e3o com base em fatos, coletados por meio de pesquisa, testemunho do ou da rep\u00f3rter e, sobretudo, entrevistas. Quanto mais, melhor. Se o tema for pol\u00eamico, \u00e9 fundamental ouvir as posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas.<\/p>\n<p>Desinforma\u00e7\u00e3o e not\u00edcias falsas podem desorientar. Informa\u00e7\u00e3o de qualidade \u00e9 essencial para a vida em sociedade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O exerc\u00edcio do jornalismo exige consci\u00eancia \u00e9tica. O jornalista n\u00e3o \u00e9 um her\u00f3i, nem um carrasco que deve confrontar seus entrevistados. \u00c9 um profissional que apura informa\u00e7\u00f5es com rigor, sempre respeitando os interlocutores.<\/li>\n<li>Por desconfian\u00e7a, alguns entrevistados pedem que se envie a reportagem antes da publica\u00e7\u00e3o para \u201cconferir se est\u00e1 tudo certo\u201d. Essa n\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica aceit\u00e1vel, pois fere a independ\u00eancia jornal\u00edstica.<\/li>\n<li>Uma das formas de tranquilizar os entrevistados, tamb\u00e9m chamados de fontes de informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 permitir que eles gravem a entrevista, se certificando de que n\u00e3o haver\u00e1 distor\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Da mesma maneira, para garantir a precis\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es e manter um registro para eventualidades, voc\u00ea deve gravar as entrevistas sempre que poss\u00edvel. Certifique-se que seu celular tem bateria e que est\u00e1 gravando adequadamente. Em paralelo, tome notas das informa\u00e7\u00f5es mais importantes da conversa em um bloco de notas.<\/li>\n<li>A prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via \u00e9 fundamental para extrair o m\u00e1ximo das entrevistas. Pesquise o que o entrevistado j\u00e1 disse sobre o assunto para evitar perguntas muito b\u00e1sicas &#8212; e para mostrar que voc\u00ea est\u00e1 inteirado dos fundamentos do tema abordado.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/ijnet.org\/pt-br\">Rede de Jornalistas Internacionais (Ijnet)<\/a> \u00e9 uma refer\u00eancia confi\u00e1vel para explorar os conceitos b\u00e1sicos do jornalismo. A aba \u201cferramentas de jornalismo\u201d traz guias pr\u00e1ticos para quem quer p\u00f4r a m\u00e3o na massa. Algumas recomenda\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/5-dicas-de-entrevista-que-todo-jornalista-precisa\">5 dicas de entrevista que todo jornalista precisa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/melhores-aplicativos-e-ferramentas-para-gravar-entrevistas-por-telefone-e-skype\">Melhores aplicativos e ferramentas para gravar entrevistas por telefone e Skype<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/os-fundamentos-da-grava%C3%A7%C3%A3o-de-v%C3%ADdeo-para-not%C3%ADcias\">Fundamentos para grava\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo para not\u00edcias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/basics-smartphone-photography\">No\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de fotografia para smartfone<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/online-multimedia-freebies-digitally-minded-journalists\">Recursos gratuitos para jornalistas multim\u00eddia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/ijnet.org\/pt-br\/resource\/lo-fi-podcasting-tips\">Dicas de podcasting<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Manuais de ve\u00edculos de m\u00eddia s\u00e3o boas refer\u00eancias para tirar d\u00favidas \u00e9ticas e de procedimentos jornal\u00edsticos do dia a dia, da apura\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o final. O jornal Folha de S. Paulo disponibiliza a vers\u00e3o de 1996 de seu <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/circulo\/manual_introducao.htm\"><em>Manual de Reda\u00e7\u00e3o<\/em><\/a>, considerado uma refer\u00eancia na \u00e1rea. Outro manual consagrado, o do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/manualredacao\/\"><em>Estado de S. Paulo<\/em><\/a>, tamb\u00e9m est\u00e1 dispon\u00edvel.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 3 &#8211; O poder da comunica\u00e7\u00e3o popular&#8221; tab_id=&#8221;1606159515657-8a435caf-a7e4&#8243;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Luiz Henrique Parahyba e Rodrigo Ratier<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Comunica\u00e7\u00e3o popular \u00e9 uma forma alternativa de comunica\u00e7\u00e3o. Movimentos e organiza\u00e7\u00f5es sociais criam canais para expressar opini\u00f5es, fazer den\u00fancias e demandas junto ao poder p\u00fablico.<\/p>\n<p>2- Dos anos 1970 para c\u00e1, ela assumiu muitas caras: r\u00e1dio (poste, comunit\u00e1ria FM e r\u00e1dio-escolas), v\u00eddeo popular, canal a cabo comunit\u00e1rio, revistas e jornais alternativos\u2026 e, agora, internet e redes sociais, que representaram acesso sem compara\u00e7\u00e3o a formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p>3- A comunica\u00e7\u00e3o popular tem uma faceta democr\u00e1tica e educadora. Por isso, o processo &#8212; que deve ser guiado pelo engajamento da comunidade e princ\u00edpios de gest\u00e3o participativa &#8212; \u00e9 t\u00e3o importante quanto o produto final.<\/p>\n<p>4- Comunicar o qu\u00ea? E para quem? A comunica\u00e7\u00e3o popular geralmente costuma tratar de assuntos da pr\u00f3pria comunidade. Mas o p\u00fablico pode ser tanto a pr\u00f3pria comunidade como formadores de opini\u00e3o, para visibilidade a den\u00fancias ou demandas junto ao poder p\u00fablico, por exemplo.<\/p>\n<p>5- Publicar \u00e9 s\u00f3 o primeiro passo. Nos dias de hoje, \u00e9 preciso garantir que a mensagem chegue ao p\u00fablico. Perfis em redes sociais s\u00e3o imprescind\u00edveis. Parceiras de trocas de conte\u00fado ou apura\u00e7\u00e3o conjuntas podem ser boas alternativas para aumentar o alcance.<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hKTtwY7z-Dg?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>O que queremos dizer quando usamos o termo &#8220;comunica\u00e7\u00e3o popular&#8221;? E por que o t\u00edtulo deste cap\u00edtulo fala em poder?<\/p>\n<p>De in\u00edcio, cabe definir cada um dos termos.<\/p>\n<p>Cicilia Peruzzo, uma das maiores especialistas do tema no Brasil, explica que a palavra \u201ccomunit\u00e1rio\u201d tem sido usado para nomear desde formas de \u201ccomunica\u00e7\u00e3o do povo\u201d at\u00e9 experi\u00eancias da m\u00eddia comercial.<\/p>\n<p>Peruzzo \u00e9 taxativa: a comunica\u00e7\u00e3o popular \u00e9 uma forma alternativa de comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 um processo que nasce da a\u00e7\u00e3o de movimentos e organiza\u00e7\u00f5es populares, que criam canais pr\u00f3prios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 um sentido pol\u00edtico nessa pr\u00e1tica: segmentos exclu\u00eddos se mobilizam para se expressar &#8212; denunciando, reivindicando, dando sua vers\u00e3o dos fatos, organizando a comunidade.<\/p>\n<p>No Brasil, a comunica\u00e7\u00e3o popular remonta aos anos 1970. Desde ent\u00e3o, vem construindo uma rica hist\u00f3ria: da r\u00e1dio-poste em alto-falante para a r\u00e1dio comunit\u00e1ria FM e as radio-escolas, do v\u00eddeo popular aos document\u00e1rios, das revistas e jornais alternativos aos canais comunit\u00e1rios a cabo. Chegando, \u00e9 claro, \u00e0 internet e \u00e0s redes sociais, que democratizaram ainda mais as formas de express\u00e3o e reduziram os custos de entrada para a comunica\u00e7\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Dependendo da \u00e9poca e local, a comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria pode receber outros nomes: alternativa, participativa, horizontal e dial\u00f3gica. Cada uma dessas palavras explica um pouco dessa pr\u00e1tica que o estudioso M\u00e1rio Kapl\u00fan classifica de\u00a0 \u201ccomunica\u00e7\u00e3o libertadora, transformadora, que tem o povo como gerador e protagonista\u201d. Da\u00ed o poder que mencionamos no t\u00edtulo do cap\u00edtulo.<\/p>\n<p>Para cumprir sua fun\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e educadora, a comunica\u00e7\u00e3o popular n\u00e3o pode se resumir a uma entidade que se une para fazer um jornal, um programa de r\u00e1dio e, agora mais comumente, sites e perfis em redes sociais &#8212; disso falaremos mais adiante. Nessa modalidade de comunica\u00e7\u00e3o, t\u00e3o importante quanto o produto \u00e9 o processo.<\/p>\n<p>Uma palavra de ordem \u00e9 &#8220;gest\u00e3o participativa&#8221;. Se a ideia \u00e9 auxiliar grupos sociais a refletirem sobre sua pr\u00f3pria realidade para modific\u00e1-la, n\u00e3o d\u00e1 para ter uma pr\u00e1tica autorit\u00e1ria ou decidida de cima para baixo. Os integrantes da comunidade devem ser envolvidos em todas as etapas, da defini\u00e7\u00e3o dos assuntos que ser\u00e3o tratados, passando pela apura\u00e7\u00e3o, escrita ou filmagem, edi\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a comunidade envolvida, a primeira quest\u00e3o \u00e9: comunicar o que? e para quem? A comunica\u00e7\u00e3o popular geralmente costuma tratar de assuntos da pr\u00f3pria comunidade. Mas o p\u00fablico pode ser tanto a pr\u00f3pria comunidade &#8212; uma forma de retrat\u00e1-la sem os estere\u00f3tipos de quem n\u00e3o a conhece bem &#8212; ou os formadores de opini\u00e3o &#8212; estrat\u00e9gia para dar visibilidade a den\u00fancias ou demandas junto ao poder p\u00fablico, por exemplo. Na comunica\u00e7\u00e3o popular \u00e9 necess\u00e1rio a presen\u00e7a viva na comunidade, aldeia, categoria, organiza\u00e7\u00e3o ou movimento. \u00c9 condi\u00e7\u00e3o, entender e viver e saber a linguagem e oferecer conte\u00fado novos, desafiadores e ousados.<\/p>\n<p>Em seguida, \u00e9 importante definir uma equipe. O ideal \u00e9 contar ao menos com algum colaborador remunerados, uma vez que boa parte da comunica\u00e7\u00e3o popular \u00e9 feita voluntariamente e, por conta disso, o n\u00edvel de engajamento pode variar. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer um rod\u00edzio de fun\u00e7\u00f5es entre os respons\u00e1veis, estabelecendo um prazo (uma edi\u00e7\u00e3o ou um semestre, por exemplo) para a troca de fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 essencial investir na capacita\u00e7\u00e3o. Se a ideia for trabalhar com conte\u00fado informativo, \u00e9 poss\u00edvel recorrer \u00e0s escolas populares de jornalismo para garantir que as not\u00edcias tenham credibilidade.<\/p>\n<p>Por fim, como estamos falando de comunica\u00e7\u00e3o popular, \u00e9 fundamental incluir sempre uma etapa de planejamento e outra de avalia\u00e7\u00e3o &#8212; de car\u00e1ter pedag\u00f3gico e n\u00e3o punitivo, visando melhorar as produ\u00e7\u00f5es posteriores. Para engajar ainda mais o grupo social foco das a\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel construir um conselho editorial. Formado por membros da pr\u00f3pria comunidade, o conselho auxilia nos rumos do ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o escolhido e favorece com que o objetivo das a\u00e7\u00f5es esteja sendo atingido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A natureza da comunica\u00e7\u00e3o mudou muito nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Hoje, n\u00e3o basta produzir conte\u00fado &#8212; \u00e9 preciso criar caminhos para que ele chegue at\u00e9 seu p\u00fablico. Nesse sentido, criar, movimentar e expandir perfis em redes sociais \u00e9 fundamental para qualquer organiza\u00e7\u00e3o (veja mais sobre o assunto no cap\u00edtulo &#8220;marketing digital&#8221;)<\/li>\n<li>Uma outra possibilidade s\u00e3o as parcerias. \u00c9 poss\u00edvel estabelecer pol\u00edticas de republica\u00e7\u00e3o com parceiros, trocas de conte\u00fado e apura\u00e7\u00f5es conjuntas com ve\u00edculos da m\u00eddia tradicional. Todas essas s\u00e3o formas de melhorar o alcance do trabalho.<\/li>\n<li>Como dissemos, a comunica\u00e7\u00e3o popular precisa ter um car\u00e1ter educativo. No Brasil, a grande inspira\u00e7\u00e3o s\u00e3o os conceitos da pedagogia de Paulo Freire. Os livros do patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira s\u00e3o um subs\u00eddio importante para pensar a pr\u00e1tica. Uma recomenda\u00e7\u00e3o introdut\u00f3ria \u00e9 Pedagogia da Autonomia, a \u00faltima obra lan\u00e7ada com Freire ainda vivo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/unesav.com.br\/ckfinder\/userfiles\/files\/Revisitando%20os%20Conceitos%20de%20Comunicacao%20Popular.pdf\">Revisitando os Conceitos de Comunica\u00e7\u00e3o Popular, Alternativa e Comunit\u00e1ria<\/a>. Neste artigo produzido para o congresso Intercom, Cicilia Peruzzo retoma os conceitos e explica a diferen\u00e7a entre eles.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/escoladejornalismo.org\/caixadeferramentas\/?page_id=45\">Caixa de Ferramentas<\/a>. A Escola de Jornalismo da \u00c9nois Conte\u00fado apresenta conte\u00fado online sobre t\u00e9cnicas jornal\u00edsticas e de grupo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/viracao.org\/\">Vira\u00e7\u00e3o<\/a>. Organiza\u00e7\u00e3o que produz a revista de mesmo nome, &#8220;de jovens para jovens&#8221;, e a Ag\u00eancia Jovem de Not\u00edcias. Possui ainda programas educativos para a comunica\u00e7\u00e3o popular.[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 4 &#8211; R\u00e1dios Comunit\u00e1rias&#8221; tab_id=&#8221;1606159815213-cb36c016-e0ab&#8221;][vc_column_text]<\/p>\n<div style=\"width: 100%; padding: 20px; height: auto; background: #f4f4f4; margin-bottom: 20px;\">\n<p><em>Luiz Henrique Parahyba<\/em><\/p>\n<p><strong>Resumo em 5 pontos<\/strong><\/p>\n<p>1- Em termos pr\u00e1ticos, uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria \u00e9 uma emissora em freq\u00fc\u00eancia modulada (FM) de baixa pot\u00eancia (25 Watts). Sua cobertura \u00e9 restrita a um raio de 1 km a partir da antena transmissora.<\/p>\n<p>2- As r\u00e1dios comunit\u00e1rias podem ser exploradas por associa\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias sem fins lucrativos. A programa\u00e7\u00e3o deve visar a integra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica, capacita\u00e7\u00e3o profissional e exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o. Pode publicidade, mas apenas para cobrir os custos (\u201capoio cultural\u201d).<\/p>\n<p>3- A opera\u00e7\u00e3o depende de autoriza\u00e7\u00e3o do Governo Federal. E o ok n\u00e3o \u00e9 tudo: \u00e9 preciso um bocado de organiza\u00e7\u00e3o e boa forma\u00e7\u00e3o da equipe e dos conselhos de programa\u00e7\u00e3o e diretivo.<\/p>\n<p>4- O tema n\u00e3o faz parte das prioridades da atual gest\u00e3o federal, o que tem emperrado as novas autoriza\u00e7\u00f5es. Como alternativa, inclusive em termos de custos, \u00e9 poss\u00edvel pensar nas webradios, que transmitem pela internet, e nos podcasts, que ficam armazenados nos tocadores digitais.<\/p>\n<p>5- Para optar por uma das tr\u00eas modalidades, o fundamental \u00e9 conhecer seu p\u00fablico \u2013 entendendo as condi\u00e7\u00f5es de conectividade &#8212; e ter clareza sobre a inten\u00e7\u00e3o de sua organiza\u00e7\u00e3o: integra\u00e7\u00e3o. Se for a integra\u00e7\u00e3o da comunidade? Distribui\u00e7\u00e3o ampla? Acervo armazen\u00e1vel e acess\u00edvel por um longo tempo?<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"width: 600px !important; height: 400px !important;\"><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/thv5Q7w97qA?controls=0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Para quem gosta de informa\u00e7\u00e3o, nada \u00e9 mais r\u00e1pido, pr\u00e1tico e de amplo alcance que o r\u00e1dio e sua instantaneidade. Nem mesmo a chegada da TV, depois da internet e das redes sociais, foi capaz de tirar da jogada essa m\u00eddia quase centen\u00e1ria no Brasil (a primeira emissora foi fundada em 1923). Se \u00e9 verdade que a audi\u00eancia do r\u00e1dio j\u00e1 foi bem maior, ele ainda tem espa\u00e7o cativo na vida de muitas pessoas.<\/p>\n<p>Uma das raz\u00f5es, como dissemos, \u00e9 a magia do \u201ctempo real\u201d. A outra \u00e9 o baixo custo para o ouvinte. Um radinho de pilha custa poucas dezenas de reais. Em muitas regi\u00f5es em que a digitaliza\u00e7\u00e3o ainda engatinha, o r\u00e1dio acaba se transformando em um importante p\u00f3lo de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e regional, com forte presen\u00e7a em atividades como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, uma emissora de r\u00e1dio comercial \u00e9 uma concess\u00e3o. Isso significa que uma pessoa interessada em transmitir pelas ondas de AM ou FM entrou com um pedido no Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es e venceu uma licita\u00e7\u00e3o. As concess\u00f5es devem respeitar uma s\u00e9rie de regras &#8212; algumas das quais ligadas \u00e0 exig\u00eancia de programa\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, impera a concentra\u00e7\u00e3o de propriedade e as indica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Pouca gente acaba tendo a chance de transmitir &#8212; e as programa\u00e7\u00f5es podem ser de qualidade muito question\u00e1vel.<\/p>\n<p>Uma alternativa para a democratiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o as chamadas r\u00e1dios comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Em termos pr\u00e1ticos, uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria \u00e9 uma emissora em freq\u00fc\u00eancia modulada (FM) de baixa pot\u00eancia (25 Watts). Sua cobertura \u00e9 restrita a um raio de 1 km a partir da antena transmissora.<\/p>\n<p>Parece pouco, mas \u00e9 uma cobertura importante para muitas comunidades, sobretudo se a programa\u00e7\u00e3o investe na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e na educa\u00e7\u00e3o em sentido amplo, da sa\u00fade \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o sindical, e se a popula\u00e7\u00e3o tem vez e voz na emissora &#8212; participando tanto da produ\u00e7\u00e3o dos programas quanto das discuss\u00f5es sobre os rumos da r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Somente podem explorar esse servi\u00e7o associa\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias sem fins lucrativos &#8212; e elas devem ter sede na localidade. A r\u00e1dio pode ter publicidade na forma de \u201capoio cultural\u201d para cobrir os custos, mas n\u00e3o pode dar lucro.<\/p>\n<p>Os movimentos de r\u00e1dios comunit\u00e1rias surgem na d\u00e9cada de 1980, quando ainda eram chamadas de r\u00e1dios livres ou \u201cpiratas\u201d. Em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e em pontos no Nordeste e Centro-Oeste apareciam coletivos, movimentos e grupos que montavam, instalavam e colocavam no ar, sem autoriza\u00e7\u00e3o, emissoras de baixa frequ\u00eancia. Uma esp\u00e9cie de\u00a0 \u201creforma agr\u00e1ria\u201d nas ondas do ar, por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Ainda nos \u00faltimos anos da Ditadura Militar (1964-1985), esses movimentos duramente reprimidos. Ainda hoje \u00e9 poss\u00edvel encontrar focos de resist\u00eancia com grupos que montam e transmitem de forma n\u00e3o autorizada.<\/p>\n<p>A regulariza\u00e7\u00e3o veio com a Lei Federal 9.612, em 1998. A legisla\u00e7\u00e3o estabeleceu a \u00e1rea de alcance e a natureza da programa\u00e7\u00e3o: integra\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de utilidade p\u00fablica, capacita\u00e7\u00e3o profissional e exerc\u00edcio da liberdade de express\u00e3o.<\/p>\n<p>As autoriza\u00e7\u00f5es dependem do aceite do Governo Federal. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso ter e organiza\u00e7\u00e3o &#8212; uma boa forma\u00e7\u00e3o da equipe, dos conselhos de programa\u00e7\u00e3o (que define o perfil da emissora e o que efetivamente ser\u00e1 transmitido) e diretivo (que define os rumos gerais da r\u00e1dio).<\/p>\n<p>Apesar da legisla\u00e7\u00e3o acess\u00edvel, avan\u00e7os t\u00e9cnicos e custos razo\u00e1veis, ainda existem cerca de mil munic\u00edpios que n\u00e3o disp\u00f5em de canais de r\u00e1dio &#8212; sejam eles comerciais ou comunit\u00e1rios.<\/p>\n<p>No caso das r\u00e1dios comunit\u00e1rias, a perspectiva n\u00e3o \u00e9 das melhores: os pedidos t\u00eam enfrentado enorme burocracia e quase sempre esbarrado na falta de resposta, uma vez que o tema atualmente est\u00e1 fora das pol\u00edticas p\u00fablicas do Governo Federal.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o da tecnologia, surgem outras op\u00e7\u00f5es complementares \u00e0s transmiss\u00f5es radiof\u00f4nicas, como as webradios. Para essa modalidade, \u00e9 necess\u00e1rio o acesso a uma rede de internet com boa capacidade, o que muitas vezes \u00e9 uma dificuldade no campo, mas pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o para os centros urbanos.<\/p>\n<p>Em geral, como as equipes de r\u00e1dios web s\u00e3o mais enxutas, a solu\u00e7\u00e3o pode ser recorrer a aplicativos para transmiss\u00e3o [explicar].<\/p>\n<p>Outra modalidade que tem conquistado espa\u00e7o \u00e9 o podcast, programas sonoros de variados formatos que ficam dispon\u00edveis nos tocadores digitais e nos agregadores de podcast.<\/p>\n<p>Para optar por uma das tr\u00eas modalidades, o fundamental \u00e9 conhecer seu p\u00fablico \u2013 entendendo, por exemplo, as condi\u00e7\u00f5es de conectividade de uma determinada comunidade &#8212; e ter clareza sobre a inten\u00e7\u00e3o de sua organiza\u00e7\u00e3o. Se for a integra\u00e7\u00e3o de uma comunidade com pouco acesso \u00e0 internet, a r\u00e1dio comunit\u00e1ria pode ser a melhor op\u00e7\u00e3o. Se a ideia \u00e9 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado autoral para ser distribu\u00eddo para uma audi\u00eancia n\u00e3o localizada, a webr\u00e1dio pode levar a mensagem virtualmente a todo o mundo. Se por outro lado voc\u00ea pretende criar s\u00e9ries &#8212; de entrevistas, de aprofundamento em um tema, radionovelas etc. &#8212; a produ\u00e7\u00e3o de podcasts garante vida longa e acessibilidade a todos os epis\u00f3dios sem depender tanto do fator novidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas pr\u00e1ticas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Como qualquer outra r\u00e1dio, as r\u00e1dios comunit\u00e1rias tamb\u00e9m precisam fidelizar seu p\u00fablico. Por isso, \u00e9 importante ter programa\u00e7\u00e3o 24h, mesmo que automatizada em determinados hor\u00e1rios (veja indica\u00e7\u00e3o de programa de automatiza\u00e7\u00e3o abaixo). Tamb\u00e9m \u00e9 importante pensar em uma grade de programa\u00e7\u00e3o variada ao longo do dia e em momentos de intera\u00e7\u00e3o com os ouvintes.<\/li>\n<li>Podcasts, por sua vez, pedem uma produ\u00e7\u00e3o apurada. Vale caprichar na trilha, nas vinhetas e na diversifica\u00e7\u00e3o de vozes masculinas e femininas. Tudo isso ajuda a conferir a personalidade do podcast.<\/li>\n<li>Podcasts e programas especiais ganham se tiverem hospedagem, garantindo a forma\u00e7\u00e3o de um acervo. Pode ser no blog ou site da r\u00e1dio &#8212; item essencial memso para emissoras que n\u00e3o sejam web &#8212; ou tocadores difigitais como Deezer, Spotify e Soundcloud.<\/li>\n<li>Aposte tamb\u00e9m na distribui\u00e7\u00e3o via canais alternativos. Com o formato mp3, \u00e9 poss\u00edvel disponibilizar as produ\u00e7\u00f5es especiais via Telegram e Whatsapp diretamente para a audi\u00eancia cadastrada.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para saber mais<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.aosfatos.org\/noticias\/desenhamos-fatos-sobre-concessao-de-radio-e-televisao\/\">Desenhamos fatos sobre a concess\u00e3o de r\u00e1dio e televis\u00e3o<\/a>. Reportagem da ag\u00eancia de checagem Aos Fatos explica, em quadrinhos, como funciona a outorga e renova\u00e7\u00e3o dos direitos de transmiss\u00e3o das emissoras comerciais.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/antigo.mctic.gov.br\/mctic\/export\/sites\/institucional\/comunicacao\/arquivos\/RadiofusaoComunitaria\/Cartilha\/Cartilha_Radcom.pdf\">Cartilha RadCom<\/a>. O material do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00f5es e Comunica\u00e7\u00f5es responde \u00e0s principais d\u00favidas sobre o caminho para pedir uma autoriza\u00e7\u00e3o para uma r\u00e1dio comunit\u00e1ria junto ao governo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/zararadio.com.br\/forum\/\">Zara Radio<\/a>. Programa de automa\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio, que transforma o computador em uma r\u00e1dio musical. Idel para emissoras com baixo or\u00e7amento e que queiram ter programa\u00e7\u00e3o 24h.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/\">Soundcloud<\/a>. Plataforma online de publica\u00e7\u00e3o de \u00e1udio. Voc\u00ea pode disponibilizar l\u00e1 seu conte\u00fado, que ser\u00e1 compartilhado com outros ouvintes e produtores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.audacityteam.org\/download\/\">Audacity<\/a>. Software livre e gratuito de edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udio.<\/p>\n<p>Alternativas TECNICAS E TECNOL\u00d3GICAS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Utilizar programa de AUTOMA\u00c7\u00c3O de R\u00c1DIO \u2013 como ZARA R\u00c1DIO<\/p>\n<p>Disponibilizar as produ\u00e7\u00f5es em redes como soundcloud.com<\/p>\n<p>Capacitar t\u00e9cnicos para opera\u00e7\u00e3o de \u00e1udio e utilizar banco de \u00e1udios com grava\u00e7\u00e3o de vozes \u2013 o \u00faltima experi\u00eancia com \u00eaxito \u00e9 em Goi\u00e2nia \u2013GO, na regi\u00e3o noroeste da cidade com a R\u00e1dio Noroeste &#8211; <a href=\"https:\/\/www.portalnoroeste.net.br\/\">https:\/\/www.portalnoroeste.net.br\/<\/a>\u00a0 que pode ser modelo para experi\u00eancia de RadCom raiz.<\/p>\n<p>Para edi\u00e7\u00e3o de \u00e1udio \u00e9 recomendado SONY SOUND FORGE 10, um programa que \u00e9 f\u00e1cil e barato.<\/p>\n<p>Grava\u00e7\u00e3o e disponibilidade de vozes &#8211; <a href=\"https:\/\/www.mercadodooff.com.br\/\">https:\/\/www.mercadodooff.com.br\/<\/a>[\/vc_column_text][\/vc_tta_section][\/vc_tta_accordion][vc_empty_space height=&#8221;50px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;stretch_row&#8221; css=&#8221;.vc_custom_1607538750898{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}&#8221; el_id=&#8221;c1&#8243;][vc_column][vc_empty_space height=&#8221;40px&#8221; el_class=&#8221;sumircel&#8221;][vc_tta_accordion active_section=&#8221;0&#8243; collapsible_all=&#8221;true&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Cap\u00edtulo 1 &#8211; Democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1606157880528-43be14ca-14d8&#8243;][vc_column_text] Ivan Paganotti Resumo em 5 pontos 1- Os meios de comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais no debate de problemas e solu\u00e7\u00f5es que impactam a vida de todos. 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